
São José do Barreiro: Uma viagem ao período colonial e ao tempo do café em paisagens de novela.
São José do Barreiro está Inserida no roteiro do Vale Histórico, juntamente com outras cinco cidades, São José do Barreiro é certeza de ótimas férias. Principal acesso ao parque nacional da Bocaina, a pacata cidade encanta pelas construções históricas e rua de paralelepípedos. É o ponto de partida da Trilha do Ouro, usada por tropeiros do século 18 para transporte do metal precioso extraído de Minas Gerais ao porto de Parati, o mesmo trajeto foi usado mais tarde, no fim do século 19, para escoar outra fonte de riqueza, o café produzido pelas cidades do vale do Paraíba. Hoje a trilha é um belo trekking com duração de três dias, passando por fazendas, cachoeiras e alguns trechos de calçamento com pedras assentadas por escravos.
Encravada entre as serras da Mantiqueira e do Mar, a cidade tem gastronomia, arquitetura e cultura que remontam a época colonial, além de uma natureza exuberante.
Um Mergulho na História
A Estância Turística de São José do Barreiro, localizada a meio caminho entre Rio e São Paulo é o destaque do Vale Histórico Paulista, circuito turístico que hoje reúne Cruzeiro, Lavrinhas, Queluz, Silveiras, Areias, Arapeí e Bananal, mas que encontra em São José do Barreiro a maior quantidade de prédios históricos preservados de toda a região.
Passada a glória do Ciclo do Café, entretanto, muitas construções foram abandonadas e se perderam, mas o passado de riqueza deixou um vasto legado de construções coloniais que seguem em pé e bem preservadas, sobretudo em São José do Barreiro, onde, inclusive, estão abertas à visitação turística e foram palco de várias produções audiovisuais, destacando-se novelas da Globo, como “Ana Raio e Zé Trovão” (1991), “A Idade da Loba” (1995), “Desejos de Mulher” (2002); minisséries como “Ilha das Bruxas” (1991) e “Aquarela do Brasil” (2000); programas como “Você Decide” (1998) e longas-metragens com “A Arvore dos Sexos” (1969), “Bufo & Spallanzani” (2001), e “Heleno” (2011).
Destacam-se neste cenário as construções do centro histórico de São José do Barreiro, o Club dos 200 (não deixe de visitar), fundado pelo Presidente Washington Luiz, e as monumentais fazendas de café como a a Catadupa, a Fazenda da Barra, a São Francisco e a Fazenda Pau d´Alho, construída em 1817, dando início ao plantio de café na região e honrada com a visita do Imperador D. Pedro I que nela esteve a caminho da proclamação da independência do Brasil em 1822.
Para visitar em São José do Barreiro
- Cemitério dos Escravos: O cemitério, além de apresentar em seus túmulos algumas esculturas em mármore de grande beleza plástica, tem sua importância aumentada pela conservação do seu sítio e sua ambientação paisagística, implantada em terreno elevado, além de restos mortais dos últimos escravos, o que lhe rendeu o nome atual.
- Club dos 200: Um dos mais preciosos tesouros históricos do hotel é o seu livro de hóspedes, que tem nomes como o do presidente Getúlio Vargas e seus ministros, que ali tiveram em tomadas de decisões importantes para o país. O Clube dos 200 era o ponto preferido da viagem de Vargas em suas idas e vindas entre Rio e São Paulo. Entre artistas célebres passaram pelo hotel Tarsila do Amaral, Carmem Miranda e a pin-up da Segunda Guerra Mundial e atriz de Hollywood, Rita Hayworth, protagonista de dezenas de filmes.
- Fazenda São Francisco: A Fazenda São Francisco é a fazenda mais antiga de São José do Barreiro, datada de 1813. Atualmente, hospeda aqueles que buscam simplicidade, harmonia com a natureza, arte, cultura e história.
- Rampa de Voo Livre: Uma hora e meia de São José do Barreiro. Estrada de terra perenizada somente para carros 4×4 ou carros 4×2 altos. Decolagem: Rampa natural, excelente para 4 ou 5 decolagens simultâneas.
Curiosidades e história
São José do Barreiro era passagem dos tropeiros e, devido a um atoleiro que na época das cheias dificultava a passagem, foram construídos vários ranchos, surgindo aos poucos um vilarejo, logo foi erguida uma capela dedicada a São José e, assim, surgiu o nome São José do Barreiro. Com a chegada do café na região foram construídas inúmeras fazendas e casarões com muito luxo e requinte que, até hoje podem ser apreciados.
A Fazenda Pau D’Alho recebeu D. Pedro em sua viagem para proclamar a Independência. Tombada como Patrimônio Histórico Nacional e Estadual em 1968; restaurada, é hoje, um marco histórico que se destina a atividades culturais e ecológicas. São José do Barreiro foi elevado a Município em 1859 e Estância Turística em 1998. A cidade está a uma altitude de 510m, sendo seu ponto culminante no Pico do Tira Chapéu a 2.088m.
São José do Barreiro foi uma das mais importantes produtoras de café no século XIX, havia estradas de ferro que cruzavam o seu território com vagões que levavam tanto passageiros como a produção cafeeira.
- O então Príncipe Regente, D. Pedro, foi recebido em 17 de agosto de 1822 com um grande almoço em uma das fazendas de São José do Barreiro, a Pau d’Alho, na viagem a São Paulo que antecedeu a Independência do Brasil.
- O escritor Monteiro Lobato, em 1919, publicou o livro “Cidades Mortas”, em sua própria editora (a Monteiro Lobato & Cia.), onde faz referência a Silveiras, a Areias (onde foi promotor) e a São José do Barreiro.
- Casa de Pedra: ruínas de construção em estilo francês do início do século passado, marca período áureo da Bocaina.
Como Chegar em São José do Barreiro-SP
São José do Barreiro é facilmente acessível de grandes centros urbanos:
- De São Paulo: É preciso acessar a BR-116 (Rodovia Presidente Dutra), depois a SP-244/068 (Rodovia Deputado Nesralla Rubez) e, finalmente, a SP-068 (Rodovia dos Tropeiros) até São José do Barreiro.
- Do Rio de Janeiro: Pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116), entrando pelo acesso em Barra Mansa, Rod. Eng. Alexandre Drable, siga para SP-064 e Rod. dos Tropeiros SP-068 até São José do Barreiro.
- De Minas Gerais: Utilize a BR-354 até Itamonte, conectando-se à Rodovia Presidente Dutra, siga até Queluz pegue a rodovia SP-244/068 (Rodovia Deputado Nesralla Rubez) até seu destino em São José do Barreiro.