
Bananal: Uma viagem no tempo no Vale do Paraíba.
Bananal, que já foi uma das cidades mais ricas do Ciclo do Café, no extremo leste do estado de São Paulo, é um destino do Vale do Paraíba que guarda muito bem as memórias da época. Distante 316 km da Capital, é conhecida pela aprazível hospitalidade oferecida aos seus turistas e ainda hoje preserva em seus arredores atraentes fazendas históricas, abertas para visitação e até para hospedagem, com o mobiliário daquele tempo e o glamour das antigas instalações. É possível visitar diversas fazendas históricas em ótimo estado de conservação, fazendas que hospedou o Príncipe Regente Dom Pedro e o presidente Juscelino Kubitschek, algumas já foram cenários de algumas novelas de época – como Dona Beija e Sinhá Moça.
As atrações turísticas da cidade vão além das fazendas históricas, onde o Turismo Rural tem preferência. Alguns casarios da cidade são tão antigos quanto a cidade e sua história se confunde com a história de Bananal, como o Solar Manuel de Aguiar, antigo Solar do Barão Manuel de Aguiar Valim, grande cafeicultor do Século XIX, e a Pharmácia Popular, fundada em 1830 por um boticário francês com o nome de Pharmácia Imperial, sendo a mais antiga farmácia em funcionamento no Brasil.
Um Mergulho na História
Quando os turistas procuram em suas viagens um pouco de arte, história, aventura e contato com a natureza, Bananal fica à disposição com todos estes ingredientes, uma vez que teve seu momento de ostentação nos séculos XVIII e XIX com a produção de café. Desta época de luxo e riqueza, restaram como evidências as grandes fazendas, as igrejas e os palacetes urbanos com seus azulejos portugueses, cristais belgas e móveis importados. Após este período e em um passado recente, a região se dedicou ao artesanato, à produção de doces e bebidas, e ao turismo. Em 1985, o Conselho de Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de São Paulo, CONDEPHAAT, promoveu o tombamento do núcleo urbano da cidade por seu valor histórico e arquitetônico. Há muitos enredos para contar. No pequeno centro histórico é possível caminhar por suas ruas de paralelepípedo, os visitantes são transportados ao Brasil Imperial, com construções que preservam a arquitetura colonial. Entre os destaques estão: Praça da Matriz, onde fica a Igreja do Senhor Bom Jesus do Livramento, do início do século 19, além de um belo coreto e um chafariz europeu de ferro que foi instalado em 1880. Bom apreciar também as belas e conservadas casas coloniais e tantas outras construções, também do século 19.
Belezas Naturais de Bananal
Quando a natureza fala mais alto, ressalta-se que a Mata Atlântica é muito bem preservada, em especial na conhecida Estação Ecológica do Bananal. Aos fins de semana, os jipeiros são muito procurados para a realização de trilhas que levam até às regiões de São José do Barreiro (SP) e de Barra Mansa (RJ). Em alguns trechos da Serra da Bocaina existe criação de trutas. Tem mais: dentro desta Estação Ecológica há a Cachoeira das Sete Quedas, de fácil acesso e fica perto da sede da Estação. Além da cachoeira, é possível fazer caminhadas pelas trilhas da Estação Ecológica. Atenção: as visitas devem ser agendadas antecipadamente. Importante saber que a Estação Ecológica de Bananal foi criada com o objetivo de proteger remanescentes de Floresta Ombrófila Densa Montana e Alto Montana, refúgios vegetacionais, espécies de flora e fauna ameaçadas de extinção, além de desenvolver pesquisas e atividades de educação ambiental. Foram registradas 709 espécies de plantas, da quais 34 constam em listas de espécies ameaçadas de extinção.
não esqueça de visitar:
- Bracuí: tem 3km de trilhas e uma sequência de 5 saltos. Há um poço para banho com vista para a Serra da Bocaina e as ilhas de Angra dos Reis. É cobrada taxa de visitação;
- Sete Quedas: fica na Estação Ecológica de Bananal e tem 7 quedas independentes. Portanto, você pode fazer a trilha e ver quantas quiser. A visita é agendada.
- Rio Mimoso: fica na mesma propriedade da cachoeira do Bracuí. Tem uma queda menor, mas oferece uma vista única da Baía de Angra dos Reis. Também oferece um poço de borda infinita.
- Trilha Cachoeira da Onça: A Trilha se inicia no restaurante Chez Bruna. Estrada toda sem pavimentação com alguns trechos de 4×4 em dias chuvosos. Para chegar na cachoeira precisa caminhar uns 100 metros, fácil acesso.
Curiosidades e Relatos de Viajantes
Bananal foi edificada em uma região ocupada pela etnia indígena dos Puris. O aldeamento existiu entre a Serra da Mantiqueira e as florestas do Sertão do Bocaina, estendendo-se até a região onde hoje se encontra a cidade.
O rio que cortava a localidade foi batizado por eles com o nome Banani, que significa “rio sinuoso”, por isso o nome da cidade teria surgido daí. Primeiro com a corruptela Bananá e, por fim, Bananal.
Sua fundação foi formalizada, em escritura, em 1785, mas somente em abril de 1849, elevou-se à condição de cidade.
Bananal é famosa também em função dos trabalhos em crochê, da produção de doces e cachaças e de bons restaurantes de cozinha caipira.
Como Chegar em Bananal-SP
Areias está estrategicamente localizada, sendo facilmente acessível de grandes centros urbanos:
- De São Paulo: É preciso acessar a BR-116 (Rodovia Presidente Dutra), depois a SP-244 (Rodovia Deputado Nesralla Rubez) e, finalmente, a SP-068 (Rodovia dos Tropeiros) até Bananal.
- Do Rio de Janeiro: Pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116), entrando pelo acesso em Barra Mansa, Rod. Eng. Alexandre Drable, siga para SP-064 e Rod. dos Tropeiros SP-068 até Bananal
- De Minas Gerais: Utilize a BR-354 até Itamonte, conectando-se à Rodovia Presidente Dutra, siga até Queluz pegue a rodovia depois a SP-244 (Rodovia Deputado Nesralla Rubez) até seu destino em Bananal, finalmente, a SP-068 (Rodovia dos Tropeiros) até Bananal.